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Exposição Salvador Dalí em São Paulo, no último dia

Quando ficamos sabendo que a exposição de Salvador Dalí estava no último dia, pensamos: faça chuva ou faça sol, estaremos lá amanhã…  e fez sol, muito sol, por sinal. Daqueles de 40 graus na cabeça. Chegamos às 10h da manhã na porta do Tomie Ohtake e quando vimos a fila, deu uma vontade de desistir. Nem sabemos dizer quantas pessoas estavam lá… centenas, milhares… a fila dava a volta no quarteirão todo. Foi aí que descobrimos que aquela ainda era a fila das 11h e nosso ingresso era para as 14h… ou seja, amargamos mais de 3 horas de espera. Mas fomos fortes e entramos!!!!! rsrsrs…

 

Como a própria curadora da exposição, Montse Aguer, disse, “com esta mostra, propomos um olhar que nos ajude a entender Dalí em todas as suas vertentes: pintor, desenhista, pensador, escritor, apaixonado por ciência, catalizador das correntes de vanguarda, ilustrador, designer, cineasta, cenógrafo”… e foi isso mesmo que se viu. Então, quem visitou a mostra (como nós) querendo uma ênfase no surrealismo que Dalí construiu, se decepcionou um pouco…

 

Mas claro que o valor das obras reunidas era inestimável… Em ordem cronológica, a exposição apresentou desde seus primeiros quadros até filmes, fotografias e capas de revistas que destacavam o artista.

 

Obra: Retrato de Mi Hermana, 1925

Obra: Retrato de Mi Hermana, 1925

Salvador Dali 3

 

Se for para citar uma das coisas que mais gostamos com certeza seriam as séries de ilustrações que Dalí fez para livros famosos. Em O velho e o mar de Ernest Hemingway, os traços em preto e branco, provavelmente a nanquim, ampliavam o sentido da solidão retratada no livro. Já em Alice no país das maravilhas de Lewis Carroll, Dalí deu um ar sombrio e nada infantil à história, com um colorido particular e um toque, claro, do seu surrealismo.

 

Uma das ilustrações de Dalí para Alice no País das Maravilhas.

Uma das ilustrações de Dalí para Alice no País das Maravilhas.

Obras: El Sentimento de velocidad, de 1931; Composición surrealista con figuras invisibles, de 1936; e Figura y Drapeado de un paisage, de 1935, que marcam o momento de definição de Surrealismo por Salvador Dalí.

Obras: El Sentimento de velocidad, de 1931; Composición surrealista con figuras invisibles, de 1936; e Figura y Drapeado de un paisage, de 1935, que marcam o momento de definição de Surrealismo por Salvador Dalí.

 

Teve também a sala interativa que reconstruía a obra: Rosto da Mae West. Onde fizemos essa foto:

 

Salvador Dali 4

 

Vale ainda conferir no filme Quando fala o coração, de Alfred Hitchcock, a sequência criada pelo próprio Salvador Dalí para o sonho perturbador do protagonista, vivido por Gregory Peck (na real, vale super a pena assistir o filme todo, claroooo!!!!).

(Eu queria Dalí) pela vivacidade de seus sonhos, pois, como se sabe, todo o trabalho de Dalí é muito sólido, muito rigoroso, com perspectivas muito longas e sombras negras. Dalí era a melhor pessoa para realizar meus sonhos, é assim que os sonhos devem ser, disse Alfred Hitchcock.

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Salvador Dali 1

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Henrique Merloto e Rozze Angel compartilham dicas, opiniões, sugestões na tentativa de incentivar outros casais a experimentar um Programa A2.

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